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sábado, 15 de setembro de 2012

Cura Espiritual

Conheça a história de pessoas que acreditam na energia espiritual

Casos que a medicina ainda não tem como explicar. Quatro histórias de cura com o mesmo remédio: os passes de dona Isabel.


De repente, uma doença sem cura e a vida por um fio. "O médico falou pra gente ‘não dou 2 meses pra ele’", disse a filha de Zé Carlos.
"As dores são fortes mesmo. E a gente precisa ter um equilíbrio muito grande pra poder suportar tudo isso", afirmou Zé Carlos.
De uma hora pra outra, um diagnóstico que ninguém merece.
"Ele chegou carregado, com o lado direito todo sem movimento, sem enxergar, com a boca torta”, lembrou a mulher de Yano.
Como aguentar uma lesão grave no menisco sem cirurgia?
"Não sinto absolutamente nada. Nada”, revelou Alessandro.
veja o programa Globo Reporter completo clicando aqui: http://glo.bo/QMTFna





terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Amor, perdão, cura e autocura

Amor, perdão, cura e autocura


Entrevista com Dr. Andrei Moreira    
Fonte: Nosso Jornal – Folha Comunitária de Abaeté, 02/12/10
Dr. Andrei, o que é a saúde, a doença, cura e a autocura na abordagem médico-espírita?

A saúde é entendida como o reflexo do equilíbrio do ser em relação às leis divinas. Na visão espírita, o homem é um ser imortal, alguém que preexiste à vida física, que sobrevive ao fenômeno biológico da morte e, ao longo do processo evolutivo, através da reencarnação, vai crescendo, desenvolvendo-se em direção a Deus. A saúde do corpo físico é um reflexo do nível de equilíbrio desse espírito no processo evolutivo perante o amor, o belo e o bem. Já a doença é uma sinalização interior de reequilíbrio, convidando o ser a reconectar-se com o amor e com a fonte. É uma mensagem gerada no mais profundo da realidade espiritual do ser e que se reflete no corpo físico como um convite à reconexão com o amor, ao desenvolvimento do autoamor e do amor ao próximo. Nessa visão, a saúde e o adoecimento são construções do próprio homem e ninguém é vítima de nada, senão de si mesmo, das suas próprias decisões, das suas próprias escolhas, daquilo que decide e determina em sua vida. Portanto, toda cura é também um fenômeno de autocura, porque, para que ela se instale em definitivo, é necessário que haja não simplesmente um alívio dos sintomas e uma resolução do processo biológico no corpo físico, mas também uma reformulação moral do pensamento, do sentimento e da ação, fazendo com que o ser esteja transformado em profundidade, em consonância com a lei divina, ou seja, mais em sintonia com a lei do amor.

O amor é, então, o caminho para a cura?

O amor é o grande medicamento, é a grande finalidade da existência. Na verdade, nós caminhamos em direção a Deus como o “filho pródigo” da parábola de Jesus, reconectando nossa relação com o Pai e retornando para a casa de Deus, que, na verdade, é dentro do nosso próprio coração, onde Deus está. Pouco a pouco, vamos fazendo isso, descobrindo as nossas virtudes, a grandeza íntima que há dentro de nós, tudo aquilo que Deus nos deu como possibilidade evolutiva e que pode nos realizar plenamente. Nesse contexto, o amor representa um movimento medicamentoso por excelência, enquanto movimento de respeito, de consideração, de valorização, de inclusão, de consideração. Ele nos trata as doenças da alma, que são orgulho, egoísmo, vaidade, prepotência, arrogância, e nos coloca em sintonia com a fonte, que é Deus, nos auxiliando a reconectar-nos com o Pai. Desenvolver o amor é o caminho mais rápido, fácil e eficaz para a cura da alma e do corpo.

Nos seminários, você apresentou também o perdão como o caminho para a saúde integral. Fale um pouquinho sobre isso.

Sim, o perdão é condição essencial para a saúde. Sem o perdão, não há paz interior, não há saúde nem física, nem emocional. Shakespeare dizia que não perdoar ou guardar mágoa é como beber veneno, desejando que o outro morra. O veneno age naquele que o guarda, que o cultiva dentro de si. E a mágoa atua dentro de nós na semelhança de uma planta que, uma vez guardada, cultivada, vai crescendo, criando raízes, dá flores, frutos e multiplica-se. E nós acabamos enredados em uma série de dores emocionais, sem que nem saibamos, às vezes, onde tudo começou. Tudo porque vamos guardando as coisas dentro de nós, sem trabalhar, sem dialogar, sem metabolizar emocionalmente aquilo que estamos sentindo, vivenciando. Quando vemos, a situação está numa questão muito profunda e muito grave.

Para que tenhamos paz, é necessário que abracemos o perdão como um projeto. O perdão é uma decisão pela paz, que se traduz em atitudes pelo estabelecimento dessa paz, no entendimento das questões emocionais, das nossas características pessoais, das circunstâncias que envolvem o ato agressor e da responsabilidade e co-responsabilidade nossa no processo. Ele se traduz como um processo, porque não se dá da noite para o dia. Ele se constrói ao longo do tempo e através de atitudes sucessivas de busca dessa metabolização emocional que, muitas vezes, precisa de um acompanhamento terapêutico profissional, através de um psicólogo que faça essa abordagem íntima e ajude-nos a encontrar nossas respostas, sentidos e significados mais profundos.

O perdão passa também pelo acolhimento e aceitação da nossa humanidade e da humanidade do outro, sobretudo, na superação dos traumas, porque só aceitando a condição fundamental do ser humano, de estar num processo contínuo de erro e acerto, é que a gente dá conta de conviver com os equívocos do outro que nos fere e até mesmo com os nossos mesmos. Naturalmente, nós só fazemos para o outro aquilo que fazemos para nós. Então, nós só conseguimos aceitar a humanidade do outro quando aceitamos a nossa própria humanidade, quando acolhemos em nós a nossa capacidade de errar e recomeçar, abraçando o auto-amor como uma proposta de vida. O autoamor é filho da humildade, uma das representações magníficas da amorosidade divina, aquela decisão interna de nos acolher, de nos tratar com ternura, compaixão e com a benevolência que nós necessitamos, embora com a firmeza necessária para domar as nossas paixões e renovarmo-nos de nossos defeitos que julguemos necessários. Então, o perdão é uma atitude de conquista desse estado de paz interior, através do entendimento das circunstâncias que nos envolvem e da decisão pelo amor.

Em Abaeté, é muito grande o número de pessoas viciadas em anti-depressivos, ansiolíticos, bebidas e drogas pesadas, como o crack. O que você poderia falar para essas pessoas?

Toda dependência é uma busca de aplacar o vazio interior através de coisas externas. Mas esse vazio interior, que nós todos temos, só é aplacado pela presença do autoamor. O vazio é um vazio do amor, mas esse amor que nos falta não é o amor que vem do outro, é o amor que vem de dentro, é o amor que a gente pode se dar. Então, para o tratamento e a profilaxia de qualquer processo de dependência, é importante ensinar as pessoas a se valorizarem, se respeitarem, se gostarem. A estabelecerem relações familiares honestas em que as pessoas dialoguem, conversem, estejam atentas umas às outras e partilhem suas emoções, mostrando-se, não de forma idealizada, mas de forma honesta, real, ensinando cada um a ver, em todos nós, luz e sombra, beleza e feúra, coisas positivas e negativas. Nós precisamos aprender a acolher esses dois lados, aprendendo a transformar aquilo que não amamos em nós e a valorizar e desenvolver aquilo que há de bom, de positivo.

A depressão passa pela não aceitação da vida. Há uma mensagem subliminar no depressivo que é: “como não tenho a vida que desejo, não aceito a vida que tenho”. Há também uma mensagem da arrogância, da prepotência de acreditar que, ferindo a si mesmo, fere a própria sociedade, fere o mundo. Muitas vezes, por trás da depressão, há culpas e processos autopunitivos profundos, em virtude da ausência da humildade, em se permitir aceitar a vida como pode ser e de recomeçar quantas vezes forem necessárias para se alcançar a felicidade.

No tratamento da depressão, é importante abordar a questão do desenvolvimento da aceitação da vida, da submissão ativa a Deus. Isso significa “aceitar a vida tal como ela está, mas fazendo tudo para se buscar aquilo que se deseja”, sem abandonar o prazer de viver, sem entrar naquela tristeza patológica, aquela tristeza excessiva que se configura como estado depressivo.

Os antidepressivos são muito úteis quando bem indicados durante um certo período, mas não podem virar uma muleta, eles não são a pílula da felicidade, não podem ser a fonte que nos dão a realização íntima, que aplacam a nossa dor. Nós temos, hoje, na nossa sociedade, uma medicalização excessiva, um uso abusivo de medicamentos, porque não aprendemos a lidar com naturalidade com as nossas emoções. O medo, a tristeza, a raiva, a alegria são emoções básicas, e nós temos que aprender a lidar com elas. Quando não lidamos de forma natural é que elas adoecem, se transformando em mágoa, em pânico, em euforia ou em depressão.

Na nossa sociedade, observamos que há um excesso de medicalização das emoções naturais. Tão logo a pessoa fica triste, já entra com um antidepressivo, um ansiolítico para que ela evite lidar com sua ansiedade ou sua tristeza. Mas a ansiedade e a tristeza são situações naturais da vida, que até um determinado nível são muito positivas e que nos falam muito a respeito de nós mesmos. É importante que o autoconhecimento guie o processo, pra que entendamos o que está acontecendo na nossa alma e na nossa vida. Marta Medeiros fala, de uma forma muito bela, que a tristeza é o quartinho do fundo onde a gente analisa a nossa vida. E é isso que nós temos que aprender: a estudar nossas emoções, nossas características, para retirar delas ensinamentos preciosos a respeito de nós mesmos e do outro e, com isso, nos tornarmos pessoas melhores.

O suicídio pode ser visto como uma doença da alma?

O suicídio é um ato de desespero em que o sujeito tenta matar a dor que há nele e, muitas vezes, ele envolve a família e os outros numa situação de dor ainda maior do que aquela que era a dor original. Por isso, também é uma manifestação de egoísmo. Nós devemos evitar o suicídio em nossa sociedade, estabelecendo acolhimento à dor emocional das pessoas, através de serviços competentes em que as pessoas possam ser escutadas, ouvidas, acolhidas e onde possam ser bem orientadas através de um acompanhamento terapêutico com profissionais competentes, que possam nos ajudar a metabolizar as dores e as dificuldades que vivemos. Precisamos, sobretudo, de um ensino religioso e moral que nos dê base e subsídio para entender quem somos, o que viemos fazer e para onde vamos e uma base moral que nos forneça elementos de estímulo ao desenvolvimento das virtudes que são potências da alma e verdadeiros profiláticos contra o suicídio.

Na visão espírita, o suicídio é um ato muito infeliz, porque o indivíduo reconhece-se vivo do outro lado da vida, matando somente o corpo físico. E aquela dor original, além de não estar resolvida, está aumentada pela circunstância do ato agressor à própria vida. Esse é um direito que nenhum de nós tem. Somente a Deus compete dar e retirar a vida. Então, diante daquele que cometeu o suicídio, nós devemos agir com compaixão e misericórdia, enviando-lhe as nossas preces. As orações sinceras daqueles que amam ou mesmo daqueles que têm boa vontade e desejam auxiliar chegam até o coração daqueles que estão em sofrimento do outro lado da vida como verdadeiros bálsamos, alívios e medicamentos que amenizam seu sofrimento e os auxiliam a prosseguir. Como a vida é eterna, cada um terá a oportunidade de se renovar, de recomeçar, embora tendo que lidar com os resultados infelizes que, às vezes, são sofrimentos desnecessários desses atos de desespero.

Na edição de dezembro, o Nosso Jornal abordou um problema preocupante, que é o número crescente de acidentes de trânsito com vítimas fatais, muitas vezes em veículos dirigidos por menores. O que poderíamos dizer, sobretudo aos pais que têm dificuldade em impor limites, em dizer não, e acabam emprestando o carro ou presenteando o filho menor com motocicletas?

Isso não pode acontecer de forma alguma. Os pais não podem abrir mão do seu direito e da sua responsabilidade como educadores. Nossa sociedade exige que, para uma pessoa dirigir, ela esteja habilitada, e isso somente após a maioridade. Os pais têm que aprender a respeitar isso. Se não respeitam essa condição fundamental básica, assumem as consequências pelos erros daqueles que lhes são responsabilidade direta. Nós sabemos que, hoje, é muito difícil para as famílias aprender a colocar limites, porque vivemos processos educacionais que dão muita liberalidade aos jovens, sem o processo educacional que os ensine a usar a liberdade com responsabilidade. Então, os pais, enquanto educadores morais, não podem abrir mão desse papel. Devem ser aqueles que utilizam de vários instrumentos, procuram ajuda profissional se necessário, mas de forma alguma abrem mão do seu papel, desistindo dos adolescentes a eles vinculados. Precisam ser, sim, aqueles que buscam todos os recursos e meios para fornecer ao indivíduo o elemento educacional, que vem, sobretudo, pelo exemplo, porque os adolescentes aprendem muito mais vendo o que os pais fazem, do que escutando o que os pais dizem. O exemplo da família é extremamente importante no processo educacional, e a sociedade deve ter leis e cumprimentos das leis, deve estabelecer processos educativos para menores que sejam pegos sem habilitação, assim como para aqueles que sejam pegos alcoolizados, dirigindo, colocando em risco a sua vida e a vida de outros. E os pais devem agir com responsabilidade também, estabelecendo processos internos na dinâmica familiar que sejam processos delimitadores quando os menores ou quando os indivíduos, mesmo maiores, atinjam esse nível de irresponsabilidade, colocando em risco a sociedade. É dever dos pais fazer essa delimitação.

Inclusive, com internet, não é? Os jogos de internet que são viciantes também…

Jogos viciantes, agressivos, que desenvolvem a agressividade no indivíduo e que, muitas vezes, alienam o indivíduo da vida de relação. Nós temos visto adolescentes viciados em jogos de internet que não priorizam a relação com o outro, o estar fora de casa, o conviver. Com isso, acabam se tornando adultos fechados, reprimidos e com dificuldades de estabelecer laços afetivos profundos. Então, todas as instrumentações da vida são positivas, mas têm que ser limitadas. Os pais têm que limitar o uso da internet, entrar em acordo com seus filhos. Não agir simplesmente de forma autoritária, mas estabelecer acordos para processos educativos que levem o jovem a se envovler com esporte, com a sociabilização, com a educação moral, através da educação religiosa, das atividades sociais, a responsabilização com o bem a seus semelhante. O jovem pode ser direcionado para atividades voluntárias, caritativas, que são extremamente educadoras e fazem o jovem conhecer outras realidades, vislumbrar outras perspectivas e, muitas vezes, ressignificar a própria vida e o próprio contexto. É dever dos pais estabelecer os limites e as regras da convivência sem abrir mão desse direito e dessa obrigação moral que eles têm.

Esse ciclo de palestras em Abaeté foi também o lançamento do seu livro “Cura e Autocura”. Fale um pouquinho sobre esse trabalho.     

“Cura e Autocura, uma visão médico-espírita”, é uma publicação da Ame editora, o órgão editorial da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, e aborda a saúde e o adoecimento dentro da visão espírita. São 16 capítulos, abordando diversos aspectos como, por exemplo, o perdão como caminho de cura, a caridade como instrumento de cura, a ação do pensamento na saúde e na doença, as curas de Jesus, a saúde e o adoecimento na visão espírita, terapêutica, médico-espírita, bem como o terapeuta como curador e outros assuntos, com apresentação de casos, de trabalhos práticos também nesse sentido, sobretudo o amor e o auto-amor como caminhos de encontro do ser consigo mesmo e de cura do corpo e da alma. Esses livros podem ser adquiridos diretamente na editora através do telefone (31) 3332-5293 , pelo site http://www.amemg.com.br/ ou nas grandes livrarias em Belo Horizonte.

Para finalizar, deixe uma mensagem de Natal para nossos leitores.

A mensagem de Natal que eu deixo é que todos nós aprendamos a reconhecer em Jesus o guia e modelo de nossas vidas. Ele é a síntese do amor universal, é o grande representante da ética transpessoal do amor, do belo e do bem. Nós temos que entender que sua mensagem não é uma mensagem religiosa para ser vivida nas igrejas, nos centros, nos cultos, mas é uma mensagem para todo dia, para todo e qualquer instante. É uma mensagem de transformação e renovação da alma, de reconexão com o Pai, com o Criador dentro de nós, de religação com a fonte do eterno bem e do belo dentro de nós. As virtudes pregadas e vividas pelo Cristo são a grande referência de vida para que nós conquistemos um padrão de comportamento que seja superior e exemplar, que pacifica nossas almas e realiza nossos espíritos. Deve ser uma mensagem que está muito mais na prática do que nos nossos lábios. Ela tem que estar nas nossas ações, sendo esforço e vivência no dia-a-dia. Ela é a força que pode renovar e transformar a nossa sociedade.

Andrei Moreira
Médico de família e comunidade e Homeopata

Presidente da Associação Médico-Espírita de MG – Brasil
http://www.amemg.com.br/ / ammsouza@hotmail.com

Fonte http://www.amemg.com.br/

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Regras de Saúde

Regras de Saúde
1 - Guarde o coração em Paz á frente de todas as situações e de todas as coisas. Todos os patrimônios da vida pertencem a Deus.
2 - Apóie-se no dever rigorosamente cumprido. Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual.
3 - Cultive o hábito da oração. A prece é a luz na defesa do corpo e da alma.
4 - Ocupe o seu que tempo disponivel com o trabalho proveitoso, sem esquecer o descanso imprescindível ao justo refazimento. a sugestão das trevas chega até nós pela hora vazia.
5 - Estude sempre. A renovação das idéias favorece a evolução do espírito.
6 - Evite a cólera. enraivecer-se é animalizar-se , caindo nas sombras de baixo nível.
7 - Fuja a malidicência. O lodo agitado atinge a quem o revolve.
8 - Sempre que possível, respire a longos haustos e não olvide o banho diário, ainda que ligeiro,. O ar puro é precioso alimento e o banho revigora energias.
9 - Coma pouco. A criatura sensata come para viver, enquanto a criatura imprudente vive para comer.
10 - Use a paciência e o perdão infatigavelmente. Todos nós temos sido caridosamente tolerados pela Bondade Divina milhões de vezes e conservar o coração no vinagre da intolerância é provovar a própria queda na morte inútil.

ANDRÉ LUIZ - Médium Francisco Cândido Xavier



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

João de Deus - Frente a frente com o fenômeno de Abadiânia

Frente a frente com o fenômeno de Abadiânia


por Windson Prado •






Enviado especial à Abadiânia (GO)
Abadiânia, pequena cidade goiana de pouco mais de 10 mil habitantes, nem rodoviária possui, a parada fica às margens da rodovia BR 060, mas mesmo assim o município recebe uma multidão de pessoas diariamente, que buscam a cura pelas mãos de seu mais ilustre morador, João Teixeira Soares, mais conhecido como médium João de Deus.
Nas ruas de terra vermelha, o cheiro de mato é característico. Todos os caminhos levam a um só lugar: um casarão conhecido como Casa Dom Inácio de Loyola. O local é uma espécie de hospital espírita, criado pelo médium.
Para os desavisados, os idiomas dos letreiros comerciais – em sua maioria em inglês – nos dão a impressão de estarmos em uma típica vila de imigrantes britânicos. O povo que anda pelas ruas também ajuda a compor essa ilusão. Mas não trata-se de uma colônia. Na verdade, são pessoas de várias partes do mundo que vêm à cidade atraídos pela fama do médium e seus dons de cura.
No mar de gente que toma conta das ruas da pequena cidade, a confusão de línguas justificava a sinalização internacional. No meio de toda aquela gente, alguns falavam espanhol, outros inglês, e alguns se comunicavam em italiano. Um grupo grego também conversava no local.

Definitivamente, a língua portuguesa era a minoria.

Junto com os primeiros raios de sol, uma legião de pessoas com vestes brancas formam um grande lençol branco. Todos eles tinham um só destino: a "enfermaria do céu", como é conhecido o casarão.

Primeiras impressões

Ao entrar no casarão, na manha da última quinta-feira (12), não demorou muito para que o salão ficasse completamente lotado. Pessoas das mais diversas origens e classes sociais aguardavam silenciosamente o início dos trabalhos. Um homem com roupas brancas subiu em um tablado, meditou um pouco, foi até o triângulo de madeira, e olhou a multidão.

O início dos trabalhos

O homem fez uma pequena oração, em seguida deu as boas-vindas a todos e falou sobre o funcionamento das atividades. As pessoas foram previamente divididas em grupos. Cada um possuía uma ficha sem numeração, com quatro classificações: "1ª vez", "2ª vez", "revisão", e "oito horas". Também havia no local um grupo intitulado de "cirurgia", mas este não tinha fichas.

O homem permanecia no palco explicando os procedimentos e dizia que o médium João de Deus iria atender a todos. Os visitantes foram chamados em grupos, se organizando em filas. O voluntário falou: "Vamos formar a fila de quem veio para a cirurgia".
As pessoas iam se encaixando uma a uma na fila que se formava à frente da porta do meio do grande salão. Muitos cadeirantes estavam ali. As pessoas iam entrando na fila aleatoriamente, sem nenhum sinal de pressa ou receio.

Finalmente quando os visitantes de 1ª vez foram chamados, entrei na fila.

Fomos orientados a não fechar os olhos e a não cruzar os braços. Sob forte emoção, algumas pessoas passaram mal e foram rapidamente levadas à enfermaria.

A poucos passos de João de Deus

No mínimo 150 pessoas estavam sentadas em uma sala ao lado, todas de branco em estado de meditação. A fila passava pela sala e virava à esquerda, mais alguns passos, e lá estava sentado o médium conhecido por João de Deus.

No primeiro contato com o médium, informei que faria uma reportagem. Já em transe, ele sorriu e disse que já tinha conhecimento do fato. Rabiscou algumas anotações em um pedaço de papel e pediu para voltar na parte da tarde.

O relato cirúrgico

No início da tarde, os voluntários chamam as pessoas, primeiro foram chamados aqueles que seriam "operados". Passando pela sala da "corrente", eles eram conduzidos à sala de "passe", enquanto eram preparados para a cirurgia, na sua maioria espirituais, (sem cortes), outros eram orientados a sentar, fechar os olhos, e se concentrar em coisas boas. Incorporado por uma entidade conhecida por Dr. Augusto, o médium João de Deus, autorizou a imprensa a acompanhar as cirurgias.

Ele começou a operar duas pessoas que ficaram em pé na na sua frente. A entidade conversava simultaneamente com mais duas pessoas que estavam fotografando e filmando a cirurgia. "A maioria das cirurgias são espirituais, mas tem alguns casos que as pessoas só acreditam que estão curadas se houver corte", explicou o médium incorporado. Ele continuou a intervenção e abriu uma pequena incisão no abdômen de uma mulher loira com aproximadamente 25 anos. O corte quase não sangrou. Ele mexeu bastante na área e afirmou: "Tá vendo, essa mulher tinha um hérnia, agora ela está curada".

Durante todo o processo, a mulher ficou consciente. No momento da sutura, ela sequer reclamou de algum tipo de dor.

Quem é o médium João de Deus

Na entrevista, João de Deus fez questão de deixar bem claro que ele não cura ninguém, e atribui seus dons a Deus. "Eu sou apenas um mediador dessas curas", adianta. Criei a casa para fazer o bem. Milhares de pessoas passam por aqui em busca de cura, em busca de equilíbrio espiritual, a maioria das pessoas vem pela dor, mas alguns vêm pelo amor. Elas vêm por livre arbítrio por reconhecerem o trabalho que realizamos, elas sabem que aqui a coisa é séria", destaca.

Aos 66 anos, a mediunidade de João Teixeira Soares aflorou muito cedo, quando ele tinha apenas nove anos. Nessa época, João vivia na cidade de Itapaci (GO) com a mãe e mais quatro irmãos, todos mais velhos.

Uma das primeiras manifestações da mediunidade de garoto aconteceu próximo a Itapaci, quando ele e a mãe estavam em uma vila e João a teria alertado para que se protegessem o mais rápido possível porque uma grande tempestade estava a caminho. "A mãe teria olhado para o céu, que estava limpo e sem nuvens, por isso, não levou muito a sério o que João disse. Assim mesmo, ela se teria se dirigido a casa de um conhecido. Pouco tempo depois, um forte temporal devastou um quarto da vila", conta.

Vindo de uma família humilde, João abandonou os estudos ainda na segunda série primária. Diante das dificuldades, o garoto, aos 14 anos foi para a cidade de Campo Grande (MS) em busca de trabalho. Não conseguindo emprego, o jovem teria passado fome. Ao se sentar perto de um rio, João viu uma luz, e ouviu uma voz lhe pedia para que procurasse um centro espírita.

Lá chegando, foi recebido à porta pelo presidente do centro, que disse já estar esperando por ele. João se aproximou e subitamente desmaiou. "Ao acordar, ficou sabendo que, incorporado, havia operado e atendido a dezenas de pessoas. Desde então, não parou mais de realizar trabalhos de cura. Aproximadamente 10 milhões de pessoas já foram curadas de várias doenças ", conta o colaborador Hamilton Pereira.

O médium já perdeu a conta de quantas vezes foi acusado e preso acusado de prática ilegal da medicina. Hoje, ele atende a um sem número de médicos, juízes, delegados e advogados.

"Senti que já estava curado"

Aos 60 anos o professor, esportista, advogado e ex-militar José Severino da Silva recupera-se de uma isquemia cerebral que tirou seus movimentos. A provação não foi suficiente para abalar a sua fé. Silva se deslocou de Jataí (GO) até Abadiânia em busca da cura pelas mãos do médium João de Deus. Com voz mansa e um olhar cheio de esperança, ele comentou emocionado: "Faz menos de um mês que meu lado esquerdo foi totalmente paralisado. Senti que deveria vir aqui", afirmou.

José consultou com o médium no período da manhã. "Foi uma experiência muito interessante", diz o homem com uma indisfarçável sensação de alívio. "Eu não esperava que ele marcasse uma cirurgia para mim. Ao passar por ele, eu senti uma coisa diferente. Eu fiquei chocado porque não disse o que eu tinha, e, mesmo assim, ele me diagnosticou corretamente", falou.

"Ele não conhecia o resultado dos meus exames, mas disse tudo, de forma correta. Agora estou ansioso para a cirurgia que vou realizar nessa tarde", desabafou o aposentado visivelmente comovido.

Já na parte da tarde ao deixar a sala, a felicidade era perceptível. Ele relata que fez a cirurgia foi espiritual sem incisões. "Quando saí da cirurgia eu já estava diferente, senti que já estava curado". Impressionantemente, o aposentado mexia timidamente as mãos e os pés, coisa que ele não fazia antes. "Sei que a recuperação é lenta, mas já estou mexendo meus dedos. Esse homem tem muito poder". Nesse instante as lágrimas caíram de seu rosto e do filho que o conduzia na cadeira de rodas.

Cura que desafia a medicina

Com um diagnóstico que mais parecia uma sentença de morte, recebido por um médico, em 1997, em decorrência de um câncer na boca, a paulistana Maria Aparecida Afonso, de 49 anos, sorri ao afirmar já se completam 12 anos quando aceitou sair da capital paulista a pedido do médium João de Deus. "O médico tradicional me deu apenas um mês de vida, meu estado era muito grave", relembra. "Já estava desenganada pelos médicos, sentia muita dor, sem saber o que fazer. Uma amiga me contou sobre as curas de um médium chamado João de Deus, decidi procurá-lo na esperança de ser curada. O médium fez uma cirurgia em mim. Ele disse que ia me curar. Eu acreditei e me curei. Vinha freqüentemente de São Paulo para cá".

"As idas e vindas eram freqüentes, até que um dia João de Deus pediu que eu viesse morar para cá. Eu vim e hoje estou curada, ainda estou em tratamento, mas o câncer se foi", comenta.

Federação Catarinense de Espiritismo vê atuação de João de Deus com ressalvas

O presidente da Federação Catarinense de Espiritismo, Olenyr Teixeira, conhece os trabalhos realizados pelo médium João de Deus. Segundo ele, os médiuns que trabalham com cirurgias eram muito comuns no passado, quando havia a necessidade de disseminar as práticas espirituais. Atualmente, esses trabalhos continuam ocorrendo, porém, com menos freqüência.

A única ressalva do presidente da entidade catarinense é quanto à cobrança realizada pelo médium João de Deus a alguns pacientes. "Nós sabemos que muita gente alega que essas pequenas cobranças são destinadas a manutenção das casas espirituais. No entanto, o Evangelho Espírita, no capítulo 26, é intitulado ‘Dar de Graça o que de graça receber’ ou seja, não se pode cobrar um trabalho pelo dom. Todavia, temos que ter cuidado para que a situação não se torne um comércio em cima da fé", enaltece.

"Acho que João de Teixeira de Faria é um dos poucos que ainda estão destinados a atuar dessa maneira, e mais uma vez, eu falo, que a sociedade espírita concorda com o médium quando ele fala que quem cura não é ele, e mais do que a cura, o que tem de ter em mente a doutrina, para que possamos perceber o porquê de estarmos diante dessas enfermidades" finaliza.

Quem quiser se inteirar mais sobre a doutrina ou curas espirituais pode obter mais informações num dos sete centros credenciados à federação na cidade. O mais central deles fica na rua Paraná, 77. O horário de atendimento é de domingo à quinta-feira, sempre a partir das 20 horas.

Postado por Redação Gazeta de Joinville
http://www.partidaechegada.com/


http://gazetadejoinville.blogspot.com/2009/02/frente-frente-com-o-fenomeno-de.html

http://www.joaodedeus.com.br/

http://www.netluz.org/textos/txt/txt93.htm